segunda-feira, 27 de julho de 2015

Dia 27.

Estou tentando, juro que estou, mas é como se eu tivesse caído em um mar revolto, e como não aprendi a nadar me debato e tento não me afogar, não ser engolida pelas ondas...
Não é que eu quisesse sentir nada agora.
Eu não queria ter gostado de você, ter permitido que esse sentimento que ainda não sei bem o que é aparecesse agora. Estou num estágio da vida em que vivo uma transição importante, entre duas fases da vida importantes pra qualquer ser humano, e principalmente pra uma mulher. E essa transição tem tomado muito do meu tempo, me feito pensar como nunca, avaliar e ponderar cada escolha, cada atitude, tudo que já vivi ao longo desses 30 anos, e você ter aparecido não me ajudou muito, só complicou.
É que eu fico me perguntando todos os dias porquê você insistiu tanto? Por quê me procurou? Por quê dividiu comigo, alguém que você mal conhecia, tanta dor e algo tão pessoal pra você?
Sei que não terei estas respostas tão cedo, talvez nunca, mas eu gostaria muito de entender porquê você fez isso. Gostaria muito mesmo.

O que eu guardo de bom em você ter surgido assim sem o meu consentimento foi ter voltado a escrever. Você me inspira com toda essa loucura que é a sua vida "amorosa", e apesar de não querer estar no meio disso, tenho me inspirado a externar tudo que isso tem me causado.
Em tão pouco tempo tenho feito pequenos resumos quase que diários, e tem rendido ótimos textos.

Não queria que você tivesse aparecido agora. Eu não precisava disso, não merecia isso.

Mas fico angustiada em saber que você pode se afastar de vez, e nunca mais te ver... 


Enquanto isso, aqui eu guardo tudo que não terei coragem de te dizer.

Por ora, é isso.

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