sábado, 25 de julho de 2015

J.

Uma menina que não sabe se quer ser uma mulher.
Uma mulher que ainda não adormeceu a menina que mora nela. 
Um paradoxo ambulante, incoerente.
Chovia quando falou comigo a primeira vez, e falamos sobre a chuva. 
E no dia em que te conheci choveu.
Você me levou no seu lugar e a chuva de novo apareceu. 
Choveu na nossa primeira noite, e enquanto você me contava seus segredos...
Choveu quando eu descobri que nunca seria meu,
E chorei em uma noite chuvosa e fria pensando em te esquecer.
A chuva nunca me trouxe nada que eu quisesse.
A chuva me trouxe você, que hoje quero mais que tudo...

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